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Primeiras impressões sobre a bicicleta elétrica Orbea Wild 30

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Motor/Potência:
Quando você vê à primeira vista a coroa de 14 dentes, pensa que a bicicleta não terá rendimento algum. No entanto, os 14 dentes são ilusórios, já que há uma relação interna multiplicadora entre a engrenagem do pedal e a coroa. A coroa pequena se impõe porque o motor Bosch funciona com alta rotação, assim, o seu torque é aproveitado ao máximo.

A sensação de robustez passada pelo motor de tão somente 250 W é surpreendente, está sempre sobrando! Mesmo usado em alta demanda, ele mal fica morno, sinal de que funciona com grande margem de folga. Dos 4 modos de assistência disponíveis, dificilmente é necessário recorrer ao modo “turbo”, que é o mais potente, mas consome mais bateria. Em regime normal, mesmo enfrentando subidas íngremes, os modos “Eco” e “Tour” dão conta do recado perfeitamente.

Uma coisa chata para os velocistas é a limitação de 25km/h sem desacoplamento. O motor Bosch não tem um sistema que desacopla os pedais ao atingir a velocidade máxima (valor previsto pela legislação europeia de E-Bikes), logo, você sente uma grande resistência nos pedais, como se enfrentasse um forte vento de frente.

A Bosch se defende alegando que dificilmente alguém se aproxima dos 25 km/h numa trilha e a ausência de desacomplamento é compensada pela extrema suavidade que o sistema de assistência apresenta em baixa velocidade e baixa cadência. Comprovei isso na prática, o motor CX não transmite nenhum tranco quando você pedala suavemente.

Bateria/Autonomia:
A primeira carga de bateria em que fizemos contabilidade judiciosa deu mais de 130 km de autonomia, o que é fantástico! Com seus 500W/h, a bateria Bosh fornece energia necessária para longos percursos.

Comportamento das marchas:
O dado interessante deste modelo Wild 30 é o seu cassete de 11 velocidades, sendo que o último cog é de 46 dentes. Com isso, vê-se claramente que a intenção dos projetistas foi privilegiar a pilotagem também como se fosse uma bike sem motor. Ou seja, essa E-Bike permite o seguimento confortável do percurso, mesmo que a carga da bateria acabe.

O fato de haver 11 velocidades implica na necessidade de se usar todas. Assim, a melhor marcha para uma determinada cadência deve ser escolhida não pensando em termos de bicicleta elétrica, mas como se fora uma bike normal.

Como trocar as marchas:
O manual do motor sugere que no momento do acionamento das alavancas de marchas os pedais devem estar parados. Isto se justifica para evitar carga exercida pelo motor sobre a corrente e engrenagens. Ademais, na bicicleta comum também é aconselhável evitar fazer marchas tracionando, o piloto sempre alivia instintivamente o peso nos pedais durante a troca das relações.

Seta para cima ou para baixo que eventualmente aparecem no ciclocomputador Intuvia:
Esta função, que pode ser desativada na configuração, sinaliza a necessidade de troca de marcha. Seta para cima significa que um pinhão menor deve ser usado naquele regime de torque/cadência e seta para baixo significa que um pinhão maior deve ser usado.

Reset de Autonomia:
A informação de autonomia deve ser resetada a cada carga de bateria ou quando você notar que não é confiável naquele momento. Com o  reset, o sistema pega a última informação de tensão da bateria e recalcula a autonomia.

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