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Como vencer subidas de bike sem cansar (muito)?

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O principal fator para escalar subidas íngremes é conseguirmos aproveitar o efeito alavanca da combinação pernas/braços. Para tanto, o selim da bicicleta deve estar regulado no máximo da altura confortável, de forma que quando um pé está na posição inferior, a perna consiga ficar esticada.

Justamente por causa das subidas, costumo usar o selim inclinado para frente e recuado para trás. Esta posição me dá o máximo de aproveitamento do efeito alavanca das pernas. É como se eu conseguisse me empurrar contra o banco durante as subidas.

(A simples troca do selim – Serfas RX-921v por um Rido R2 – me proporcionou o ganho de 3 marchas na subida. Isto porque, enquanto o Serfas é grosso em espuma, o Rido é bem mais fino.)

Um detalhe imprescindível para que dê certo esta coisa do “se empurrar contra o banco” é que selim não seja muito macio. Os selins recobertos de gel ou espuma macia desviam parte da energia dirigida aos pedais.

A posição do tronco também é importante em momentos de alpinismo ciclístico. Vale lembrar que uma bicicleta urbana, com a sua posição tradicionalmente reta, é desastrosa numa subida íngreme. Neste caso, a posição clássica da mountain bike (45º) é muito mais vantajosa, pois os braços conseguem se inserir no esforço geral de alavancagem, que deve ser perpetrado com o corpo inteiro.

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