Pular para o conteúdo principal

Em busca do Selim perfeito

Era uma vez, meu 1º selim foi do tipo sofazão, o Pro Vtec Comfort Cruiser. No começo parecia confortável, com vazado no meio, mas o narigão curto e grosso começou a me incomodar os países baixos, então descobri que devia partir para outro menos largo e volumoso.
Pro Vtec Comfort Cruiser

Pesquisa daqui, pesquisa dali e descobri o Serfas RX-921V. Encomendei pela internet e veio o novo bichinho. Parecia a solução de todos os problemas. Mas ao cabo de alguns meses, notei que havia alguma irritação no períneo. Descobri isso de maneira mais contundente quando tive uma gripe que agudizou alguma inflamação existente no local. Como resultado, fiquei uns dois dias com febre e quase não conseguindo urinar, só conseguia depois de muito esforço e dor.
Serfas RX-921V

Aí voltei para a pesquisa e descobri um Selim inglês de formato estranho (Rido R2) que promete justamente deixar livre a zona do períneo. O melhor benefício desse modelo é que ele tem nariz, cuja função é exclusivamente para a dirigibilidade e não para apoiar o meio do corpo. Ou seja, cheguei à conclusão de que precisava migrar para um selim de 2 pontos de apoio, ao contrário dos tradicionais que são baseados em 3 pontos.
Rido R2
Enquanto eu me decidia se comprava ou não comprava o Rido R2, resolvi fazer uma intervenção cirúrgica de emergência no meu Serfas, para continuar pedalando enquanto matutava uma solução para o meu problema. O resultado ficou assim, que passou a ser chamado de “talho”:

Entre as alternativas de selim de 2 pontos, chamou-me a atenção o ISM Adamo Typhoon PR 3.0. Justamente por ser largo (145mm, pode parecer estreito, mas é largo em relação à linha Adamo) e dotado de estofamento mais confortável de gel.
ISM Adamo Typhoon PR 3.0

Porém, ao ler algumas resenhas na internet, vi que este modelo, recreacional (ângulo de pilotagem de 90º), havia um problemão em se tratando de MTB, a largura do nariz. Fiz uma montagem do meu Serfas modificado (Talho) em cima do Adamo PR 3.0 e a conclusão é óbvia, minhas virilhas passariam a assar devido à fricção contra os lados do bico do Typhoon.
Sobreposição RX-921v / Adamo PR 3.0

Neste chove não molha, resolvi fazer uma montagem do Talho em cima do Rido R2 e a minha surpresa foi gritante!
Sobreposição RX-921V / Rido R2

As dimensões coincidiram 100%, eu não tinha mais o que escolher, pois a escolha já estava feita! Logicamente que isto só se tornou possível porque me adaptei muito bem ao Serfas “talho”. Agora estou esperando que chegue o Rido R2, mas já com a certeza de que não serei acometido de surpresas, pois as minhas intervenções no Serfas foram ao encontro de um modelo existente e pronto.

Nota final: logicamente, a minha inspiração, quando fiz os talhos no Serfas, era o Rido R2, mas em nenhum momento fiz medições precisas da largura do nariz, do ângulo do Y e do início da parte almofadada. Todas as coincidências podem ser atribuídas à minha busca de conforto que fechou com o projeto inglês.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cubos rolamentados ou com esferas soltas, qual é o melhor?

Autor: Isaias Malta Essa questão dificilmente pode ser definida de maneira simples, pois se afirmarmos que as bicicletas mais sofisticadas vêm com rolamentos e as mais baratas vêm com cubos de esferas soltas, somente estaremos focando uma parte da verdade. A verdade é que também pode haver bicicletas simples equipadas com rolamentos selados e sofisticadas equipadas com esferas soltas (a marca Shimano não trabalha com rolamentos selados). O que se lê nos fóruns é muita gente reclamando de rolamentos xing-ling que fazem barulho, não rodam bem e trancam em pouco tempo. Contudo, há outros usuários que decantam em prosa e verso as virtudes dos seus cubos de esferas e não adotam de jeito nenhum os rolamentados. Por conta da tremenda confusão reinante nesse assunto, que embaralha a cabeça dos iniciantes, coloco aqui a minha experiência, já que tive duas bicicletas, uma boa e a atual excelente, a primeira com esferas e a atual com rolamentos selados. Experiências com esferas soltas / co...

Guidão maior vale a pena?

A Caloi Andes vem com um guidão muito curto, impossibilitando a regulagem dos trocadores. Principalmente o direito batia no lado do dedo. Além disso, eu necessito de barends para ter impulsão nas subidas, coisa impossível de instalar num guidão muito curto. Logo, achei no Mercado Livre um guidão Viper de alumínio com a medida do encaixe de 25,1 mm, assim, não precisei fazer upgrade de sistema (passar para aheadset) nem partir para um adaptador.

Passo-a-passo da sangria de freios hidráulicos Shimano segundo o vídeo mais completo da Internet

Autor: Isaias Malta É interessante que você mesmo proceda a sangria no freio hidráulico da sua bike? Pelo que acompanhei numa oficina de confiança, o mecânico nunca tem todo o tempo do mundo para perfazer todos os passos recomendados da sangria, assim ele queima etapas para ganhar tempo. O resultado é que, provavelmente, ficarão algumas bolhas de ar no sistema, haverá óleo de mais ou de menos, alguma desregulagem nos pistões, etc. Ademais, se a recomendação é sangrar cada vez que se troca as pastilhas, o que dá em média 2 vezes por ano, fica oneroso e trabalhoso levar muitas vezes a bicicleta na oficina para se fazer um serviço que pode ser feito perfeitamente em casa, com muito mais qualidade. O vídeo a seguir é o tutorial mais completo que achei na net, inclusive é mais explicativo do que o próprio material da Shimano. Como o meu freio hidráulico é Alivio (manete M506, pinça M447), darei atenção no que concerne ao geral dos freios Shimano, já que o vídeo versa sobre um freio XT....