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Diários de Bici: não viajarás nos mapas do Google! Ou melhor, viaje!

Última estação da trepidante via crucis
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Não adianta, um aficionado de mountain bike não consegue largar o vício de fuçar em bibocas, se enfiar em abismos e escalar subidões! De todos os modais, carro, a pé, moto, acho que a bicicleta é a que mais nos proporciona oportunidades de penetrar nos lugares vazios dos mapas, somente palmilhados por estradinhas que nos convidam a ir mais além, a ver paisagens totalmente desconhecidas. Normalmente, a única realidade percebida dessas localidades são as plaquinhas de estrada que assinalam haver quilômetros de estrada de chão adiante alguma comunidade perdida no meio do nada.

E um dos grandes auxílios para essas expedições é o Google Maps com a sua visão aérea. Entretanto, fica difícil mensurar as dificuldades topográficas “viajando” apenas no mapa. A foto da página foi capturada do lado oeste de acesso à Basílica de Nossa Senhor de Caravaggio, Farroupilha, Rio Grande do Sul. Através dela não é possível aquilatar o grau de dificuldade da última estação da verdadeira via crucis que se apresenta diante do romeiro.

Trata-se de uma estradinha pavimentada por pedras trepidantes bastante íngreme, até que se chega ao topo do calvário, ou melhor, ao chatão em que foi construída a Basílica. Pensando no lado bom da coisa, ainda bem que o Google não nos passa uma real ideia das dificuldades, pois assim continuaremos a trilhar subidas penosas e nos precipitarmos de rampas vertiginosas, como realmente aconteceu no asfalto da Estrada Luiz Victorino Galafassi, que segue a leste da Basílica.

A rota percorrida por mim, desde os Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves, até a estrada do Hotel Samuara em Caxias do Sul foi uma sequência de cartões postais memoráveis! Se você tem um tempinho na sua vida para sentir o ar puro fluindo na sua face e partilhar de um farto convívio da natureza em paisagens que lembram a zona rural italiana, então vale a pena viajar nesse mapa!

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